Em todos os churrascos de uma empresa onde eu e o sujeito desta história trabalhávamos, o chopp e a animação nunca faltaram.
Num desses encontros, aliás o primeiro do sujeito na “nova” empresa, o cara começou a enxugar tudo o que vinha pela frente. Chopp, caipira, whisky, chopp, caipira, whisky. Depois de repetir esta seqüência umas 4 ou 5 vezes o sujeito decidiu que tinha que ir ao banheiro, não importando se já estava ocupado.
Pra desespero dele, um cara precisou usar para o “número 2″ e ficou por lá por mais de 10 minutos. Cansado de esperar resolveu que ia invadir. Procurou todos os jeitos de passar pela porta, mas como estava trancada nem com a sua magreza gritante passaria por baixo. Incansável, resolveu dar a volta no recinto e procurar a janela, uma veneziana estreitinha, cerca de 30 centímetros de espaço entre as partes.
Quando o sujeito que ali se encontrava viu aquela cabeça tentando invandir o WC, ficou desesperado e puto da vida. Queria partir pra ignorância. Depois de muita conversa e acalmar os ânimos, explicar o excesso de bebida o nosso personagem pôde usar o banheiro.
Como se não bastasse o vexame inicial, nosso amigo ao sair do banheiro resolveu que “precisava comer carne”. Inconscientemente as pessoas acabaram o boicotando e não passavam por ele as bandejas com carne e lingüiça. Indignado resolveu jogar truco e repetir aquela seqüência Chopp, caipira, whisky, chopp, caipira, whisky.
Na metade do jogo, quando ninguém menos esperava ele coloca as cartas na mesa, sobe na cadeira e resolve discursar:
- “Eu vim para este churrasco pra vocês me chamarem de FARINHA”
O silêncio tomou conta do ambiente… as pessoas chocadas não sabiam o que fazer. Os donos da empresa já ficavam se perguntando “quem contratou tal aberração”. Diante do silêncio mórbido que invadiu o ambiente ele completou:
- “Não tem linguiça nesse churrasco ? Então passem a lingüiça no Farinha aqui !”
Nesse momento decidi que era melhor mandar o moço pra casa, mas não deixou de nascer aí um dos mais famosos e tradicionais apelidos de personagens que estão aqui na Midiaweb. Depois de muitos anos, todos os clientes e amigos só conhecem o sujeito pelo apelido. O cara é muito simpático e popular, do zelador ao mais poderoso diretor sempre o chamam carinhosamente de Farinha e invariavelmente surge a pergunta… “Porquê Farinha ?”. Bem… agora ao invés de contar essa história toda vez vou passar o link do blog do taliba.
By Cristian Pedroso
Diz a lenda que até em casa a esposa o chama por Farinha.